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“Diploma não encurta orelha”, já dizia vereador em 1970

Jonas Hames  Jonas Hames      quinta-feira, 28 setembro 2017     

Eram anos 70 em São João Batista. Mas poderia muito bem estar no espaço e tempo de 2017. Câmara de Vereadores de São João Batista funcionava no Prédio da Prefeitura, e os debates eram quentes. Linguajar dos excelentíssimos ia aos extremos, nos debates sobre os problemas da cidadezinha, que a época tinha cerca de oito […]

Eram anos 70 em São João Batista. Mas poderia muito bem estar no espaço e tempo de 2017. Câmara de Vereadores de São João Batista funcionava no Prédio da Prefeitura, e os debates eram quentes. Linguajar dos excelentíssimos ia aos extremos, nos debates sobre os problemas da cidadezinha, que a época tinha cerca de oito mil habitantes. De lá para cá, os nomes mudaram, e a história continua se encaixando.

Entre os eleitos estavam Claudino Soares, que presidia o Legislativo, o radialista Mário Pessoa, Vavá, Esaú Silva, Teobaldino Mendonça e Afonsinho. Consta na história que em um de seus discursos, o presidente Claudino pediu para que os vereadores não utilizasse linguagem chula, que moderasse no discurso. Solicitação não foi bem recebida por Teobaldino.

Claudino, o presidente, era contador, já Teobaldino tinha pouco estudo. Na resposta ao presidente o vereador disse que ‘diploma não encurta orelha, e que um burro com um bocado de livros debaixo do braço, também é doutor’. Não precisou mais que isso para que a confusão se instalasse na Câmara. Anos 70 e a sessão foi, igual atualmente, suspensa, com os parlamentares saindo aos gritos de dentro do plenário.

Qualquer semelhança com os dias atuais do legislativo, é mera coincidência.