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Para Secretaria de Saúde, há erros de dados sobre poliomielite

Juliano César  Juliano César      quinta-feira, 5 julho 2018      EM: MAJOR GERCINO - SAÚDE  

A Secretaria Municipal de Saúde de Major Gercino ficou surpresa ao ser informada de que o município era uma das oito cidades de Santa Catarina que estão com a cobertura vacinal abaixo de 50% para a poliomielite. Apesar de ser uma doença erradicada no país desde 1990, o Ministério da Saúde emitiu um alerta na […]

A Secretaria Municipal de Saúde de Major Gercino ficou surpresa ao ser informada de que o município era uma das oito cidades de Santa Catarina que estão com a cobertura vacinal abaixo de 50% para a poliomielite. Apesar de ser uma doença erradicada no país desde 1990, o Ministério da Saúde emitiu um alerta na terça-feira, 03, sobre a importância de imunizar crianças menores de cinco anos. Os dados são referentes ao ano de 2017.

Segundo o Ministério, em todo o país são 312 cidades em alerta. Em Santa Catarina, esse número é de oito: FlorianópolisPalhoçaAnitápolis e Major Gercino, na Grande Florianópolis; Pedras Grandes, no Sul do Estado; Pomerode, no Vale do Itajaí; Cunhataí, no Oeste; e Palmeira, na Serra.

Representantes do Ministério da Saúde se reuniram com representantes de estados e municípios para ampliar a mobilização pela vacina. Segundo o Ministério, é preciso cobertura acima de 95% para o país continuar livre da doença.

De acordo com o secretário de Saúde de Major, Marcos Marcelino, ele constatou de que houve erros de dados. “Notificamos de que são três doses dessa vacina para cada criança. Porém está sempre como a primeira dose, apesar da mesma criança ter tomado a segunda e a terceira. Foram erros de informações que verificamos aqui mesmo na cidade”, informa.

Marcelino diz que a comprovação dos erros é constatado quando verificou-se que as crianças tomaram as demais vacinas deste mesmo período: pentavalente, rotavírus, entre outras. “Estou ciente de que não estamos com baixa adesão. Pelo contrário. A meta em 2017 era de 38 crianças e vacinamos 53”, destaca.  Marcelino já informou sobre o ocorrido junto à Secretaria de Estado da Saúde e vai informar, também, o Ministério da Saúde.

A poliomielite ou paralisia infantil é uma doença infecto-contagiosa viral aguda. A transmissão se dá principalmente através de alimentos e água contaminados por fezes de doentes ou portadores da doença, ou contato com secreções (tosse, espirro, saliva do doente).